A apneia obstrutiva do sono (AOS) é caracterizada por pausas repetidas na respiração durante o sono, causadas pelo estreitamento ou colabamento das vias aéreas. Essas interrupções reduzem a oxigenação do corpo e fragmentam o sono, com impacto direto na saúde e na qualidade de vida.
A apneia não tratada está associada a maior risco de hipertensão, problemas cardíacos e acidentes por sonolência.
O diagnóstico é confirmado pela polissonografia, exame que registra o sono e mede as paradas respiratórias. A avaliação costuma ser multidisciplinar, envolvendo médico do sono, otorrinolaringologista e o cirurgião bucomaxilofacial.
Quando a causa da obstrução está relacionada ao posicionamento dos maxilares, o cirurgião bucomaxilofacial atua diretamente no tratamento. A principal técnica é a cirurgia de avanço maxilomandibular, que reposiciona a maxila e a mandíbula para frente, ampliando o espaço das vias aéreas. É um dos procedimentos com maior taxa de sucesso para casos selecionados de apneia moderada a grave.
Em outros casos, pode ser indicado o uso de aparelhos intraorais (de avanço mandibular), confeccionados para manter as vias aéreas abertas durante o sono.
Nem todo paciente precisa de cirurgia. A conduta depende da gravidade da apneia, da anatomia das vias aéreas e das características de cada pessoa. Por isso, a avaliação detalhada é essencial para definir a melhor estratégia.
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